Abro a porta e lá vem ela. Sou engolido pelo corpo que não respira. Sentada na poltrona, encharca o tapete e me olha feito um bebê que fez merda. Não vou limpar novamente.
Tudo está um tédio, mas você não consegue levantar o rabo da minha vida.
Preparo um miojo e sento ao seu lado. Não importa o canal, é sempre o mesmo programa. Eu te amo, porra. Novamente, esse pranto ensaiado. Todo dia você chora para ouvir a mesma mentira.